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Quanto de mesada dar para um adolescente?

Não existe um valor certo para cada idade: a mesada certa é a que cobre os gastos que vocês decidem passar para as mãos do adolescente. Para achar o número, anote o que ele já gasta numa semana com o seu dinheiro, escolha o que passa a sair da mesada e some.

Existe uma tabela de mesada por idade?

Existem médias de pesquisa, e nenhuma delas serve para a sua casa. A média mistura família que paga o lanche da escola com família que não paga, cidade cara com cidade barata, e adolescente que paga o próprio celular com adolescente que não paga nada.

Um número que veio da casa dos outros vira âncora. A família aceita o número sem perguntar o que ele cobre, e a mesada nasce sem regra.

O que muda de uma idade para outra não é o valor. É o tamanho da lista de coisas que o adolescente decide sozinho.

Como calcular a mesada do meu filho?

Some o que ele vai passar a pagar com a mesada, e não o que parece justo dar. A conta tem três passos, e cabe numa folha de papel.

  1. Anote por duas semanas o que você paga por ele. Lanche, corrida, cinema, presente de amigo, jogo, recarga.
  2. Escolha o que passa a sair da mesada. Comece com pouca coisa, e com coisas que ele usa toda semana.
  3. Some, e chegue no valor da semana. Esse é o valor da mesada base, a parte que entra sem depender de nada.

O resto continua sendo pago por você, como hoje. A diferença é que agora os dois sabem o que é de quem. Para escolher de quanto em quanto tempo o dinheiro entra, veja mesada semanal ou mensal.

O que a mesada deve cobrir?

Comece pelo que é pequeno, frequente e fácil de ver: o lanche, a saída com os amigos, o jogo. Gasto grande e raro, como roupa e material da escola, entra depois que a semana já está funcionando.

Mesada que cobre pouco vira dinheiro de bolso, sem decisão nenhuma. Mesada que cobre demais logo no começo deixa o adolescente sem o básico no primeiro erro, e quem paga a conta é você de novo.

O que ele gasta no seu cartão também entra nessa lista. Como mostrar esse gasto a ele está em gasto do adolescente no cartão dos pais.

Uma parte da mesada deve ser livre?

Sim. Uma parte que ele gasta sem pedir e sem explicar é o que faz a mesada ser dele.

Sem essa parte, a mesada vira autorização de compra, e o adolescente aprende a pedir, não a escolher. No PISA 2022, o adolescente que conversa com os pais sobre as próprias decisões de gasto tem 12 pontos a mais em letramento financeiro (OCDE, 2024). Para haver decisão, tem de haver dinheiro que é dele.

E o resto do dinheiro?

O resto vai para uma meta: uma coisa que ele quer comprar, com preço. A mesada certa deixa a meta alcançável em semanas, não em anos.

Se a conta der um ano para um fone, ou a meta é grande demais para agora, ou a parte que vai para ela é pequena demais. A calculadora da meta faz essa conta: o preço, quanto já está guardado, a mesada e a parte que vai para a meta. Mais sobre isso em quanto da mesada guardar.

Quando aumentar a mesada?

Quando a lista de coisas que ele paga crescer. Aumento sem coisa nova na lista é presente.

Presente pode, e é bom. Ele só entra como dinheiro fora do combinado, e não como mesada nova, para a mesada continuar dizendo o que ela cobre.

Como o BoraMeta faz isso

O BoraMeta não sugere valor nenhum. Você escreve a mesada base e a divisão entre a parte livre, a meta de agora e a meta grande, e a tela mostra em reais e em percentual ao mesmo tempo.

A mesada base não pode ser zerada, e a parte livre ninguém tira. O dinheiro não passa pelo app: ele anota, e você paga como já paga hoje.

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